Madagascar: desnutrição pode transformar uma sentença de prisão em uma sentença de morte

27 julho 2016

Quase um em cada dois prisioneiros em Madagascar sofre de desnutrição moderada ou severa. Em 2015, identificaram-se mais de 9 mil reclusos nessa situação, sendo tratados dentro do programa de nutrição de emergência que visa recuperar esta população extremamente vulnerável e prevenir as mortes por desnutrição. Com mais de 4 mil presos tratados até agora, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) está em vias de alcançar os números de 2015 até o final do ano.

Madagascar foi severamente atingida pela crise econômica e as autoridades enfrentam dificuldades para alimentar a população carcerária de 22 mil. Este é o motivo pelo qual o CICV lançou um programa nacional de nutrição, em 2011, com a participação ativa das autoridades prisionais, que tinham grande preocupação pelo bem-estar dos reclusos.

Como explica Brigitte Doppler, a nutricionista responsável pelo programa: “É totalmente insuficiente, tanto em termos quantitativos, com relação à produção de energia, como qualitativo. No longo prazo, se não houver outra ingestão de calorias, o resultado inevitável será a morte”.

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