Zimbábue: uma parceria para a vida toda

23-01-2014 Reportagem

Quase 1,4 milhão de pessoas no Zimbábue se beneficiaram com a assistência do CICV aos centros de assistência básica à saúde entre 2006 e 2013. Com o fim da assistência, analisamos o impacto e o legado para as comunidades e para os profissionais de saúde nos distritos de Chivi, Makoni e Tsholotso e para a cidade de Harare.

Mulheres grávidas preparam uma refeição.
Abrigo das Futuras Mães, clínica Ngundu, distrito de Chivi, Zimbábue, 2010.
© CICV / O. Moeckli

O CICV reformou o Abrigo das Futuras Mães para reduzir o número de mulheres que dão à luz em casa com apoio médico limitado ou que têm de percorrer longas distâncias depois de entrarem em trabalho de parto. Isso é especialmente importante no caso de haver complicações. O abrigo permite que as mulheres esperem o momento do parto em segurança dentro da clínica nos últimos dias da gravidez, com enfermeiras disponíveis para atendê-las e a oportunidade de compartilhar experiências com outras mulheres grávidas.

Reformar a infraestrutura do centro de saúde foi um dos aspectos do programa do CICV, que começou apoiando 16 centros de saúde nos distritos de Chivi, Makoni e Tsholotsho em 2006. Em 2008 e 2009, o programa foi expandido para incluir 12 centros de saúde na cidade de Harare. A organização transferiu os programas de assistência concluídos às autoridades locais em Chivi, Makoni e Tsholotsho em 2009 e 2010, e em Harare em 2013.

 

Um bebê recém-nascido em uma incubadora.
Ala de maternidade, Policlínica de Mabvuku, Harare, Zimbábue, 2011.

© CICV / D. Hove

Como uma média de 178 bebês que nascem todos os meses em cada centro de saúde que conta com o apoio do CICV em Harare em 2013, as incubadoras doadas pelo CICV ajudaram a salvar as vidas de muitos bebês que nasceram com complicações relacionadas com hipotermia.

 

Um operador de incinerador elimina os resíduos hospitalares usando o incinerador construído para este propósito..
Policlínica de Mbare, Harare, Zimbábue, 2012.

O CICV instalou incineradores em oito centros de saúde em toda a cidade para melhorar a gestão de resíduos hospitalares e prevenir a disseminação de doenças. Também treinou profissionais da cidade de Harare na manutenção dos incineradores e agora estas pessoas são responsáveis pelo seu cuidado diário. Algumas instalações semelhantes adaptadas ao contexto local também foram construídas em determinados centros de saúde nos distritos de Chivi, Makoni e Tsholotsho.

 

Mulheres bombeiam água de um poço.
Clínica 1º de maio, distrito de Makoni, Zimbábue, 2013.

© CICV / J. Dendere

Os centros de saúde precisam de muita água potável, portanto a instalação de poços e cisternas nos centros de saúde dos distritos de Chivi, Makoni e Tsholotsho facilitou a prestação de assistência à saúde de qualidade. Em Harare, o CICV reformou os poços nos centros de saúde e instalou cisternas. O fornecimento de água potável significou que mais pessoas pudessem usar os centros de saúde que contam com o apoio do CICV.

 

Enfermeiras responsáveis pela farmácia conferem o estoque na farmácia do hospital.
Policlínica de Mbare, Harare, Zimbábue, 2013. © CICV / J. Dendere

O apoio do CICV à clínica incluiu o fornecimento de remédios essenciais e de material descartável para os centros de saúde. Isso ajudou a melhorar a assistência à saúde nas comunidades e reduziu a demanda de serviços nos hospitais de referência, já que as pessoas podiam receber o tratamento localmente. 

 

Duas enfermeiras da clínica de Sodaka.
Clínica de Sodaka, distrito rural de Tsholotsho, Zimbábue, 2010.

© CICV / T. Sibanda

O CICV colabora com o treinamento de profissionais de saúde. Entre 2006 e 2013, os tópicos abordados incluíam emergências obstétricas e cuidados neonatais, prevenção e controle de infecções, diagnóstico e tratamento câncer cervical. Em Harare, o CICV apoiou consultas para identificar fontes adicionais de financiamento para o departamento de Serviços de Saúde e para a implementação do Plano Estratégico de Serviços de Saúde 2010-2015 da cidade.

 

Entre 2006 e 2013, o CICV:
 

  • prestou assistência básica à saúde a quase 1,4 milhão de pessoas (10% da população);
  • apoiou os centros de saúde que, em conjunto, realizaram mais de 7 milhões de consultas;
  • doou US$ 3 milhões em remédios essenciais e material descartável;
  • apoiou 33 centros de saúde.