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Sudão / Chade: CICV mantém esforços para obter a libertação dos colaboradores sequestrados Gauthier Lefèvre e Laurent Maurice

05-01-2010 Entrevista

O calvário do sequestro continua para os membros da equipe do CICV Gauthier Lefèvre, sequestrado em Darfur Ocidental, Sudão, no dia 22 de outubro, e Laurent Maurice, raptado no leste do Chade, no dia 9 de novembro, quase dois meses atrás. Daniel Duvillard, chefe de operações do CICV para a África Oriental, explica a situação.

 

 
   
Daniel Duvillard, chefe de operações do CICV para o Leste da África 
     

  O CICV recebeu informações recentes sobre a situação de Gauthier e Laurent?  

O CICV tem estado em contato direto com os dois. Além disso, continuamos em contato com os sequestradores e com as autoridades nacionais e locais. Estamos acompanhando de perto a evolução.

Continuamos fazendo todo o possível para conseguir a liberação rápida e segura dos nossos colegas. No entanto, não estamos em posição de dar detalhes desses esforços, porque queremos evitar dizer qualquer coisa que possa comprometer a segurança dos nossos colegas ou os esforços para assegurar sua libertação.

  O que mais o CICV pode fazer?  

A nossa prioridade é garantir que Gauthier e Laurent permaneçam em segurança e que eles sejam liberados de imediato e de forma incondicional. Não seria conveniente discutir os detalhes dos esforços em andamento.

A responsabilidade pelo tratamento e bem-estar dos nossos colegas está nas mãos de seus sequestradores. Continuamos preocupados com a segurança dos nossos colegas. Estamos preocupados desde o primeiro dia em que eles foram sequestrados. A segurança deles é o que mais nos importa. Apenas a libertação imediata e incondicional pode pôr fim ao calvário.

Estamos conscientes da dor e do sofrimento que as famílias de Gauthier e Laurent estão passando. Queremos que saibam que estamos fazendo todo o possível para conseguir sua libertação imediata. Tentamos confortá-los, mas apenas a libertação dos seus entes queridos lhes trará alívio.

  Qual o impacto que os sequestros têm em suas atividades no Sudão e no Chade?  

Como a segurança é a principal preocupação, ela é constantemente revisada. Tomamos todas as precauções possíveis para assegurar que nosso pessoal possa trabalhar com segurança. Embora tivemos que suspender alguns movimentos e adaptar nossa presença no leste do Chade e em Darfur Ocidental, nos esforçamos para manter os serviços essenciais que ninguém mais pode oferecer. Em especial, continuamos com o nosso trabalho no campo para deslocados (IDP) em Gereida, Darfur do Sul, e prestamos serviços essenciais como as cirurgias de emergência realizadas no Hospital Abéché, no leste do Chade. Continuamos prestando apoio aos centros de saúde primários e em outras infra-estruturas locais, e para as atividades do Crescente Vermelho Sudanês e da Cruz Vermelha do Chade.

Em áreas remotas de Darfur e no leste do Chade, onde poucas organizações podem chegar, o CICV estava envolvido em uma série de atividades, tais como transformar a água disponível em potável e ajudar a população a se sustentarem através da agricultura ou da pecuária. O fato de termos sido obrigados a reduzir nossa presença na região significa que agora prestamos menos serviços. Lamentamos profundamente esta situação. Nossa prioridade absoluta é obter a libertação dos membros de nossa equipe o mais rápido possível para poder destinar todos nossos recursos ao trabalho humanitário que precisa ser feito.

Finalmente, queremos salientar que, apesar de que nossas atividades foram reduzidas em determinadas áreas, nas demais regiões do Chade e do Sudão continuamos trabalhando como antes.