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Angola: CICV visita detidos de segurança

22-02-2001 Comunicado de imprensa

Em 15 de fevereiro, o CICV visitou um grupo de 19 pessoas detidas na base militar de Catumbela, perto de Lobito, em relação com o conflito entre as forças armadas angolanas e a Unita. O grupo era composto de civis e combatentes, capturados durante os choques, assim como de pessoas que tinham se entregue voluntariamente às autoridades.

Os delegados entrevistaram-se sem testemunhas com os prisioneiros, a fim de avaliar as condições de detenção e o tratamento recebido. As autoridades da base respeitaram tanto a confidencialidade quanto as modalidades de visita e mostraram-se muito cooperativas. Em breve, o CICV distribuirá aos detentos artigos de higiene pessoal.

Há certo tempo os delegados da instituição visitam, em diversos locais de detenção do país, pessoas privadas da liberdade em conseqüência do conflito.

As atividades de proteção do CICV não se referem apenas aos detidos. No Planalto Central, onde a entidade trabalha ativamente, e nas províncias mais afastadas do país, os delegados buscam sistematicamente informação sobre questões relacionadas com a proteção da população civil. Depois, são realizados contatos confidenciais com as autoridades civis e militares para sensibilizá-las sobre os excessos que pode sofrer a população civil que vive perto das zonas em conflito.

Além disso, os angolanos que fogem dos combates continuam chegando a países vizinhos como a República Democrática do Congo, Zâmbia e Namíbia. A troca de notícias familiares – através das mensagens de Cruz Vermelha que, freqüentemente, constituem o único meio de comunicação para as famílias dispersas – intensificou-se nos últimos meses. Também aumentou o número de mensagens trocadas entre congoleses refugiados em Angola e seus parentes que permanecem na República Democrática do Congo.

Por último, foram organizadas várias sessões de difusão do direito internacional humanitário em bases do exército, da defesa civil e delegacias policiais. Nelas, sublinha-se especialmente o respeito devido à população civil e seus bens, assim como a proteção que deve ser garantida aos combatentes inimigos feridos ou capturados.

  CICV News 01/07